Um dashboard deve ser auto-explicativo. O leitor tem de entendê-lo sem nenhum auxílio externo. Seu propósito é transmitir as informações relevantes de forma clara, direta e rápida. Basta correr os olhos sobre ele para se extrair o que deseja.
Não custa, porém, ajudar o leitor a compreendê-lo em detalhes para uma apreciação mais profunda.
O primeiro elemento do dashboard é a tabela com a atualização diária de casos e óbitos, novos e acumulados. Porém, os números são enriquecidos com figuras e elementos complementares para agregar mais informações e perspectiva.
Números são o elemento básico da tabela e são apresentados em colunas para casos novos, óbitos novos, casos acumulados e óbitos acumulados. A ordenação é feita pelos critérios de região e, dentro dela, por óbitos acumulados, de forma decrescente.
Há a coluna "N/T" relativa aos óbitos. Indica a proporção de novos óbitos sobre o total. Quanto maior o valor, mais rápida a epidemia se expande.
No entanto, um número seco não informa muito. Por exemplo, Ceará e Distrito Federal tiveram em um dia quase o mesmo número de casos novos (546 e 539). Situações equivalentes? Os pequenos gráficos representando os últimos dez dias ao lado mostram que não. Há uma queda no estado nordestino, enquanto a capital está com tendência oposta. Pelos gráficos de valores acumulados nota-se se o crescimento é acelerado ou está se estabilizando.
As informações são complementadas com mapas da região, com estados coloridos com intensidade relativa aos óbitos por milhão - quanto mais escuro, maior o indicador.
Pequenas setas com fundo colorido indicam a tendência de novos casos e óbitos, calculada como a média de sete dias do dia mais recente em comparação com a média do dia anterior. O resultado pode ser de queda acentuada (-10%), queda moderada (entre -10% e -3%), estável (de -3% a +3%), alta moderada (+3% a +10%) e alta acentuada (+10%).
Por fim, são apresentados os casos e óbitos acumulados por milhão de habitantes, para permitir uma comparação levando em conta a população de cada estado. A escala de cor indica se um estado está bem (verde para o menor número) ou mal (vermelho para o maior) em relação aos demais.
sexta-feira, 29 de maio de 2020
Assinar:
Postar comentários (Atom)
-
A taxa de letalidade divulgada pelo Ministério da Saúde é de 4,6%. Essa taxa é a simples divisão de óbitos por casos registrados. No entanto...
-
Leia o CORONAdiário (média móvel de sete dias) As explicações sobre os gráficos estão nos links abaixo: - explicando o dashboard - I...
-
Duas curvas andam quase em paralelo: os casos registrados e os óbitos. Com alguns dias de atraso, os óbitos alcançam o número de casos regis...
Nenhum comentário:
Postar um comentário