sexta-feira, 29 de maio de 2020

Explicando o dashboard

Um dashboard deve ser auto-explicativo. O leitor tem de entendê-lo sem nenhum auxílio externo. Seu propósito é transmitir as informações relevantes de forma clara, direta e rápida. Basta correr os olhos sobre ele para se extrair o que deseja.

Não custa, porém, ajudar o leitor a compreendê-lo em detalhes para uma apreciação mais profunda.

O primeiro elemento do dashboard é a tabela com a atualização diária de casos e óbitos, novos e acumulados. Porém, os números são enriquecidos com figuras e elementos complementares para agregar mais informações e perspectiva.



Números são o elemento básico da tabela e são apresentados em colunas para casos novos, óbitos novos, casos acumulados e óbitos acumulados. A ordenação é feita pelos critérios de região e, dentro dela, por óbitos acumulados, de forma decrescente.

Há a coluna "N/T" relativa aos óbitos. Indica a proporção de novos óbitos sobre o total. Quanto maior o valor, mais rápida a epidemia se expande. 

No entanto, um número seco não informa muito. Por exemplo, Ceará e Distrito Federal tiveram em um dia quase o mesmo número de casos novos (546 e 539). Situações equivalentes? Os pequenos gráficos representando os últimos dez dias ao lado mostram que não. Há uma queda no estado nordestino, enquanto a capital está com tendência oposta. Pelos gráficos de valores acumulados nota-se se o crescimento é acelerado ou está se estabilizando.


As informações são complementadas com mapas da região, com estados coloridos com intensidade relativa aos óbitos por milhão - quanto mais escuro, maior o indicador.
Pequenas setas com fundo colorido indicam a tendência de novos casos e óbitos, calculada como a média de sete dias do dia mais recente em comparação com a média do dia anterior. O resultado pode ser de queda acentuada (-10%), queda moderada (entre -10% e -3%), estável (de -3% a +3%), alta moderada (+3% a +10%) e alta acentuada (+10%).
Por fim, são apresentados os casos e óbitos acumulados por milhão de habitantes, para permitir uma comparação levando em conta a população de cada estado. A escala de cor indica se um estado está bem (verde para o menor número) ou mal (vermelho para o maior) em relação aos demais.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Até onde vai o platô?

Um leitor perguntou ontem por e-mail: quanto tempo dura o platô? A r...