| Fonte: Dcode |
O que vale lá, vale cá? Pelo jeito sim, ao menos o mercado tem dado indicações similares, com os prognósticos sob como a economia será afetada refletidos nas cotações. Todos os setores foram atingidos, mas alguns mais do que outros.
Para checar, comparamos o desempenho das ações brasileiras desde sofreram queda desde o dia 21 de fevereiro, o pregão anterior ao início do desabamento da bolsa, o mercado, até 6 de abril. O índice Ibovespa estava em 113 mil pontos e caiu para 62 mil em 23 março e se recuperou um pouco, chegando a 74 mil pontos. As ações foram agrupadas em 21 segmentos, um pouco mais do que os 14 setores da análise da Dcode. Os resultados são apresentados pela mediana de cada segmento (as barras). Cada ponto representa o desempenho individual de cada empresa. Para as empresas negociadas em ações ordinárias e preferenciais foi selecionado o papel com maior liquidez.
| Fonte: elaboração própria |
Setor automotivo, construção & imóveis, aviação & transporte marítimo e indústria de bens não-essenciais foram apontados a seguir entre os potenciais perdedores: com quedas entre 42% e 56%, os setores correspondentes - construção, incluindo exploração e intermediação de imóveis; veículos e peças, transporte (marítimo, terminais e rodoviário), siderurgia e metalurgia, utilidades domésticas e têxtil - confirmam a previsão.
A lista de perdedores incluía também serviços financeiros (aqui no Brasil com uma queda de 35%) e educação (que aqui está entre os mais afetados).
Petróleo e gás ficou em uma posição intermediária na previsão, enquanto aqui ficou abaixo da média, assim como T.I., listado entre os vencedores potenciais. Telecomunicações, porém está entre os setores com melhor desempenho.
Entre os vencedores da lista estavam agricultura, e-commerce, alimentos e serviços de saúde, que aqui também tiveram bom desempenho.
Os vencedores locais, porém, foram mineração e papel & celulose, dois setores exportadores beneficiados com a alta do dólar.
Pelo jeito, o que vale lá, vale cá.
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