As diferenças de critérios dos países para computar os casos, óbitos e, especialmente, os recuperados embaçam as comparações, mas estas distorções estão presentes em qualquer número da epidemia, assim como o número de testes realizados. Feitas estas ressalvas, os países podem ser agrupados em quatro categorias, vistas no gráfico de cima para baixo:
- Mais recuperados do que casos ativos: é a situação de China e Coréia do Sul. Os dois países já passaram pela fase crítica da epidemia e registram cada vez menos casos a cada dia. Foram os primeiros países a registrar a doença e a atingir a marca de mil contaminados.
- Recuperados correspondem a mais de dois terços dos casos ativos: grupo de quatro países que vai da Austrália até a Alemanha. A epidemia está estabilizada ou cadente. Atingiram a marca de mil casos na primeira quinzena de março, com exceção da Austrália, que, em compensação, tem o menor número de casos do grupo.
- Recuperados superam os óbitos, mas correspondem a menos de dois terços dos casos ativos: é o grupo com mais integrantes (15) e vai da Áustria até a Polônia. Há uma diversidade de situações, com diversos fatores envolvidos. Alguns estão em fase de estabilização de contaminação (a curva forma uma meseta que nem sempre é curta) e próximos a entrarem no grupo de cima (como Áustria, Espanha e Dinamarca). Outros, na parte de baixo, atingiram a marca de mil casos há menos tempo, o que explica a alta proporção de casos ativos. Entre eles, um conjunto heterogêneo.
- Mais óbitos que recuperados: grupo que vai da Suécia até o Reino Unido. A proporção de recuperados é ínfima em relação ao total de casos (menos de 2%). É provável a subnotificação de recuperados
Na figura abaixo é apresentada a proporção de óbitos, casos ativos e recuperados dos países com mais de cinco mil casos registrados.
Fonte: Worldometer, elaboração própria
Nota: dados de 8 de abril
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