Nota-se que isto gera outra distorção, pois um registro a mais ou a menos em um local pouco populoso tem um impacto grande, o que não ocorre se a população é maior. No caso de San Marino, que está muito longe de ter uma população de um milhão, um óbito a menos faria o índice cair para 206, ainda alto, mas o suficiente para perder o topo para a Itália.
Com essa ressalva, na comparação vista no gráfico abaixo foram excluídos os países com menos de um milhão de habitantes. Cada país é representado por um círculo proporcional ao número de óbitos e os eixos indicam a população (em escala logarítmica) e os óbitos por milhão de habitantes.
A Itália lidera os dois rankings mórbidos, com 218 óbitos por milhão de habitantes (e 13 mil mortes), seguida pela Espanha (10,2 mil óbitos e 194 por milhão). A proporção de mortes em relação à população dos dois países é muito superior a dos demais que, para facilitar a visualização, o eixo vertical do gráfico foi cortado.
Os outros países que se destacam são os suspeitos de sempre. Os Estados Unidos é o 16º da lista, mas chama a atenção pelo número absoluto, pois é o terceiro em mortes atribuídas à Covid-19. A China passaria despercebida em termos relativos. França, Reino Unido e Irã são outros pontos do gráfico que atraem a vista.
Entre os países da Europa Ocidental, um destaque é a Alemanha, porém pelo motivo oposto. Apesar de ser o mais populoso da região, apresenta números bem menores (no total e proporcional) que seus vizinhos em óbitos. As causas dessa discrepância serão avaliadas em outro post.
Nota-se também dezenas de países quase invisíveis pelo reduzido número de casos e, em geral, com poucas vítimas por milhão. Entre eles está o Brasil, que se não estivesse destacado em outra cor seria mais um dos pontos indistinguíveis. Os motivos disso também ficarão para outro post.
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Óbitos por milhão em função da população e número de óbitos
| Fonte: ECDC, Our World in Data, análises Aranez |
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