quinta-feira, 2 de abril de 2020

A curva em U da fatalidade


A relação entre o número de casos registrados e o índice de letalidade (óbitos/casos) mostra um curioso perfil em U. O esperado seria uma relação constante entre essas variáveis. Com a discrepância, países com pouquíssimos casos apresentam letalidade elevada, assim como aqueles muitos casos, com as menores taxas no meio da curva.
As explicações, porém, parecem ser simples: os países com poucos casos e alta letalidade são pobres e/ou em conflito, o que deve levar a um reduzido número de testes e, consequentemente de identificação de casos. No outro extremo estão os países com a epidemia em estágio avançado, em que a restrição do número de testes em relação aos potenciais contaminados distorce a letalidade. Países com testes extensivos, como Alemanha, apresentam baixa letalidade, cuja explicação mais plausível decorre da identificação de um número maior de contaminados com sintomas leves (ou assintomáticos). Outro ponto fora da curva é San Marino, porém, nesse caso é fruto da população reduzida do país.

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