A relação
entre o número de casos registrados e o índice de letalidade (óbitos/casos)
mostra um curioso perfil em U. O esperado seria uma relação constante entre
essas variáveis. Com a discrepância, países com pouquíssimos casos apresentam letalidade
elevada, assim como aqueles muitos casos, com as menores taxas no meio da
curva.
As explicações, porém, parecem ser
simples: os países com poucos casos e alta letalidade são pobres e/ou em
conflito, o que deve levar a um reduzido número de testes e, consequentemente
de identificação de casos. No outro extremo estão os países com a epidemia em estágio
avançado, em que a restrição do número de testes em relação aos potenciais
contaminados distorce a letalidade. Países com testes extensivos, como
Alemanha, apresentam baixa letalidade, cuja explicação mais plausível decorre
da identificação de um número maior de contaminados com sintomas leves (ou
assintomáticos). Outro ponto fora da curva é San Marino, porém, nesse caso é
fruto da população reduzida do país.
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