quinta-feira, 2 de abril de 2020

Porque informação é necessária


O CORONAdiário nasceu motivado pela curiosidade. Qual a velocidade com que a epidemia se espalha? Quantas vítimas faz? Há padrões? E outras perguntas de mesma natureza. Para tentar respondê-las é preciso dados. Do Brasil, há os boletins diários divulgados pelo Ministério da Saúde. Do mundo, sites como Our World in data e Worldometer compilam de fontes diversas (como o European Centre for Disease Prevention and Control – ECDC) e os apresentam de forma amigável. Com os dados como matéria-prima – e são muitos – há material suficiente para tentar entender o que se passa e fazer, ainda que com muita cautela, alguma projeção sobre o futuro.
No entanto, fazer dúzias de comparações, ter alguns insights e sair das profundezas da ignorância (no sentido de desconhecimento) não tem muito sentido se resumido ao autor confinado. Divulgar e, com isso, propiciar a troca de idéias com informação como base é importante, ainda mais ao se considerar a gravidade da pandemia. (Se você acha que não é grave, talvez mude de opinião ao final destas páginas.). A alternativa de despejar opiniões sem fundamento (isto é, desprovida de dados e elementos da realidade) não contribui para a tomada de decisões efetivas no momento (na verdade não contribui em momento algum, mas raramente passa-se por uma crise como a atual).
Os dados atualizados do Ministério da Saúde mostram 6.836 casos confirmados e 241 mortes;  no último dia foram 1.119 casos (mais do que o acumulado até 10 dias atrás) e 39 mortes (mais do que o total não faz uma semana). Não é um cenário alentador.
O esforço em fazer o CORONAdiário é para disseminar estatísticas e análises que contribuam para que as pessoas tenham base para opinar. Uma informação necessária para se perceber o difícil momento.

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