O projeto da Universidade de Oxford monitorar as ações tomadas ao redor do mundo. Para medi-las, foi desenvolvido o Stringency Index, composto por vários indicadores: fechamento de escolas, locais de trabalho e transporte público, cancelamento de eventos públicos, campanhas de informação ao público, restrições ao deslocamento de pessoas e controle de viajantes ao exterior. (Para saber mais detalhes metodológicos, veja o paper descritivo aqui.) O índice varia de 0 a 100, de acordo com a adoção e alcance das medidas.
A comparação entre as medidas adotadas e a evolução de óbitos é vista na figura abaixo para 12 países. O número de óbitos acumulados é apresentado em escala logarítmica (eixo da esquerda), pelas curvas laranjas. O rigor das medidas, medido pelo Stringency Index (S.I.), é representado pelas linhas azuis, com a escala no eixo da direita. As escalas de todos os gráficos são as mesmas.
| Fonte: Universidade de Oxford/GRT, ECDC, elaboração própria |
Os três países europeus com os maiores números de óbitos - Itália, Espanha e França - seguiram o padrão de endurecimento progressivo, chegando quase ao topo da escala de severidade das ações, mas talvez as medidas tenham chegado tarde - já havia o alastramento de casos que se tornariam fatais em seguida. Países Baixos e Bélgica tiveram comportamento diferente, com o primeiro demorando mais para agir, todavia com resultados similares.
Na última linha estão três países que foram mais precipitados em se precaver: Turquia, Austrália e Rússia. Como resultado, menos mortes, ao menos até o momento.
Na Ásia há outros exemplos de países que começaram cedo com restrições, até pela proximidade e laços com a China. Ainda que as medidas não foram tão rigorosas, o custo em vidas foi muito menor. (A escala de óbitos no gráfico abaixo vai até 10 mil, em vez de 100 mil como no gráfico anterior.)
| Fonte: Universidade de Oxford/GRT, ECDC, elaboração própria |
| Fonte: Universidade de Oxford/GRT, ECDC, elaboração própria |
A comparação do Brasil é mostrada no gráfico abaixo, com outros países sul-americanos.Para eliminar a questão das diferenças de população é apresentada em óbitos por milhão de habitantes, . Colômbia e Argentina se anteciparam na tomada de medidas e foram mais restritivos. Com 2,6 e 2,4 mortes para cada milhão de pessoas, respectivamente, nossos vizinhos apresentam, até o momento, resultados melhores do a marca brasileira de 8,2. Pelo visto, restrições podem não evitar, mas diminuem as mortes causadas pelo vírus.
| Fonte: Universidade de Oxford/GRT, ECDC, elaboração própria |
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