A comparação tem por base o seleto grupo de oito países com mais de 50 mil casos registrados - Estados Unidos, Espanha, Itália, Alemanha, China, França, Irã e Reino Unido, nessa ordem - e a Coréia do Sul, um dos primeiros países a ter registro de caso. A "data zero" de referência é o dia em que foi registrado o quinto óbito por Covid-19. Para evitar que os gráficos ficassem um espaguete indigesto, foram destacados a China, Itália, Espanha e o Brasil. A Coréia do Sul é fácil de identificar: é a curva que está abaixo das demais.
Mais importante que as trajetórias individuais são os padrões existentes: aumento de casos por um mês (um pouco mais, um pouco menos) e então inicia-se uma trajetória de queda, logo seguida pelos registros diários de mortes. O registro de casos, contudo, depende muito do número de testes realizados, de forma que países subtestados podem apresentar uma trajetória enganosa na comparação. Assim, os registros de mortes costumam ser um indicador mais adequado.
A Coréia aparentemente conseguiu conter a expansão do vírus no seu início, com o pico de casos em menos de duas semanas, o Irã parece tardar um pouco mais, assim como os Estados Unidos.
Uma hipótese seria que o tamanho influencia. Quanto maior o país (ou menos interligado), maior o período até atingir o pico, pois seriam diferentes regiões sucessivamente atingidas. No entanto, a China é um contraexemplo, onde não falta nem espaço nem gente. Seria um indicador de que as medidas de contenção tomadas funcionaram?
Em registro de casos, o Brasil segue uma trajetória similar a da Itália e abaixo da China. No caso de óbitos, a curva é similar à chinesa e abaixo da italiana. No 18º dia após a data zero (dia do quinto óbito), o pico ainda deverá algumas semanas - duas, ao menos; três, mais provável; quatro ou mais se for um padrão de ondas atingindo áreas sucessivamente.
| Fonte: Our World in Data, elaboração própria |
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