terça-feira, 14 de abril de 2020

O começo do fim na Europa?

Os três países da Europa mais castigados pela Covid-19 parecem caminhar para uma curva descendente. Itália, Espanha e França mostram uma tendência de queda nos óbitos diários. Longe, porém, de ser um cenário tranquilo. Os números ainda ultrapassam as cinco centenas por dia - elevados, mas um alívio se comparado aos de dez dias atrás. A Alemanha, terceiro país europeu em número de casos, apresenta uma trajetória estável, em um aparente platô, mas com uma quantidade bem menor de vítimas fatais.
Nem tudo são flores. No Reino Unido, terra em que o coronavírus contagiou o príncipe herdeiro e o primeiro-ministro, a curva segue em ascensão, assim como nos Estados Unidos, onde diminui o ritmo, apesar de ultrapassar o milhar e meio de mortes por dia.
A figura abaixo mostra a média móvel de sete dias dos óbitos diários registrada a partir do dia em que se alcançou a marca de cinco mortes em cada país. Foram incluídos os cinco países com maior número de óbitos, mais a China (atual oitava desse ranking macabro) - incluída por ser o foco original da epidemia - e o Brasil (11º em mortes). O uso da média móvel atenua variações diárias e permite observar as tendências de forma mais clara. As curvas de Espanha e Itália seguem uma trajetória similar de queda após o pico.

Fonte: ECDC, elaboração própria

Por esse gráfico a situação do Brasil parece relativamente confortável. Sua curva é similar à chinesa e inferior a dos demais países, inclusive da Alemanha. Se (e muita atenção e cuidado com esse "se") tal trajetória for mantida, teríamos um cenário parecido com a China, com um total de mortos entre três e quatro mil (o triplo do registrado até o momento) e um alívio em mais vinte ou trinta dias. Porém, há motivos para desconfiar que a situação não é tão rósea assim (ver o próximo post).

Para receber o CORONAdiário, clique AQUI.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Até onde vai o platô?

Um leitor perguntou ontem por e-mail: quanto tempo dura o platô? A r...