Nem tudo são flores. No Reino Unido, terra em que o coronavírus contagiou o príncipe herdeiro e o primeiro-ministro, a curva segue em ascensão, assim como nos Estados Unidos, onde diminui o ritmo, apesar de ultrapassar o milhar e meio de mortes por dia.
A figura abaixo mostra a média móvel de sete dias dos óbitos diários registrada a partir do dia em que se alcançou a marca de cinco mortes em cada país. Foram incluídos os cinco países com maior número de óbitos, mais a China (atual oitava desse ranking macabro) - incluída por ser o foco original da epidemia - e o Brasil (11º em mortes). O uso da média móvel atenua variações diárias e permite observar as tendências de forma mais clara. As curvas de Espanha e Itália seguem uma trajetória similar de queda após o pico.
| Fonte: ECDC, elaboração própria |
Por esse gráfico a situação do Brasil parece relativamente confortável. Sua curva é similar à chinesa e inferior a dos demais países, inclusive da Alemanha. Se (e muita atenção e cuidado com esse "se") tal trajetória for mantida, teríamos um cenário parecido com a China, com um total de mortos entre três e quatro mil (o triplo do registrado até o momento) e um alívio em mais vinte ou trinta dias. Porém, há motivos para desconfiar que a situação não é tão rósea assim (ver o próximo post).
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